É uma alegria descobrir a Fé Reformada. É uma alegria descobrir que o Deus Criador e Triúno planejou nossa Salvação desde a Eternidade. Como é gratificante o descobrir os Cinco Sola da Reforma – Sola Scriptura, Sola Gratia, Sola Fides, Solus Christus, Soli Deo Gloria. Em ver a beleza da “Cadeia de Ouro” do TULIP – acróstico para a Soteriologia Reformada: Depravação Radical da natureza humana; Eleição Incondicional; Expiação Particular; Graça Irresistível e Perseverança dos Santos, que eu prefiro chamar de Perseverança do Salvador. Como é bom descobrir os escritos de Calvino, dos Puritanos, de ler John Owen, Jonathan Edwards, Richard Baxter, os sermões de fogo de Spurgeon. É impressionante ver a harmonia das Confissões de Fé e Catecismos, a beleza da Confissão Belga, a robustez da Confissão de Fé de Westminster, a sistematização das Helvéticas e Savoy (esta, bem parecida com a CFW!), a didática piedosa do Catecismo de Heidelberg, a solidez prática dos Catecismos de Westminster. Ao saber que autores de um passado não tão distante foram gigantes da fé, tais como o Dr. Martin Lloyd-Jones, considerado um dos últimos puritanos e exímio expositor bíblico; a firmeza teológica do Rev. James I. Paker; a fina apologética dos Dr. Cornelius Van Til e Dr. Gordon H. Clark; a sagacidade teológica dos Hodges, Dabney e Bavinck. É como ficar como os que sonham... Porém, não tem sido incomum a aqueles que, anteriormente em outra tradição teológica, normalmente Arminiana Tradicional ou Arminiana Pentecostal, ao descobrirem a Fé Reformada, passam à arrogância e desprezo pelos que não compartilham de sua tradição recém-descoberta. Até entendo que haja lá os seus gracejos, como aquele do “evangelismo arminiano”, onde se apresenta um homem tentando ressuscitar um esqueleto.

