Phil e Emily não vieram para encontrar ajuda na resolução dos problemas no casamento deles, embora tenham ligado para capelão para pedir aconselhamento matrimonial. Realmente, suas mentes já estavam feitas – eles tinham decidido obter o divórcio. Todavia, eles eram Cristãos e sabiam que o divórcio era errado visto que eles não tinham fundamentos bíblicos para ele. Não tinha havido nenhum adultério, nenhuma deserção; somente “um enorme sofrimento”. “Se pudermos apenas fazê-lo concordar que continuar neste casamento é uma impossibilidade”, eles pensaram, “então talvez ele seja capaz de nos mostrar como em nosso caso Deus fará uma exceção à Sua lei”. Era assim que eles estavam raciocinando internamente quando no primeiro encontro contaram suas estórias para o Capelão Cunningham.
“Então você vê”, concluiu Emily, “não resta simplesmente nada do nosso casamento. Eu não sinto mais nada por Phil; não há nada sobre o que construir”. Phil terminou suas observações no mesmo tom: “Bem, suponho que há um bom tempo você não ouve uma estória como esta, capelão. E, embora nós não concordemos em muitas coisas, eu devo dizer que Emily está absolutamente correta quando declara que não há nada restante em nosso casamento – cada gota de amor que eu uma vez tenha sentido por ela, foi drenada”. Ambos estavam de acordo em uma decisão inquietante, sabendo profundamente que o divórcio era errado, mas certos de eles tinham dito a última palavra sobre o assunto. Depois de tudo, o que ainda poderia o capelão aconselhar se não havia mais nenhum sentimento, nenhum amor, nada mais? Eles aguardaram, esperando que ele, e não eles, pronunciaria o veredicto final: “Se nada mais resta do casamento de vocês, eu suponho que não haja mais nada que possam fazer, a não ser obter o divórcio”. Eles esperavam que, ouvindo-o expressar essas palavras ou algo parecido, de alguma maneira removeriam os maus sentimentos despertados pelas suas consciências culpadas. O que eles realmente queriam era um alívio para as suas almas.

